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Publicado: sábado, 28 novembro 2009 Às 19:07

Por Ale

miope(por Bruno Jardim)

Quando eu era moleque, eu sofria de hipermetropia, o que me fez usar óculos durante a infância, mas ao entrar na adolescência eles não foram mais necessários.

A maioria das crianças apresentam isso. Pois nessa fase da vida, nossos olhos normalmente são menores do que deveriam ser. Aos poucos o grau do hipermétrope diminui com o crescimento do olho, por isso é comum pessoas usarem óculos durante a infância e o deixarem na idade adulta.

A pessoa que sofre de hipermetropia tem dificuldade de enxergar de perto. O olho é pequeno e a imagem se forma depois da retina.

O contrário da hipermetropia é a miopia, nela a dificuldade estar em enxergar de longe. O olho do míope é longo e a imagem se forma antes da retina.

È interessante notar que o amor de Deus nos ensina a viver de forma míope no que diz respeito aos relacionamentos.

O amor não é cego, ele não aliena ninguém, antes nos dá uma constatação apurada dos fatos, fazendo com que enxerguemos o real cenário em que estamos inseridos. Eu diria que ele, o amor,por amor se faz de míope.

Ou seja, quando olhamos a vida com as lentes do amor, passamos a ver menos os defeitos do próximo, isso não é sinônimo de conivência, mas sim de convivência. Não é a toa que uma das principais características de um míope é que ele consegue ver objetos próximos com nitidez. Assim também o amor nos ensina a viver próximos um dos outros, sabendo gerenciar as diferenças e a não transforma qualquer copo de água em tempestade. Isso graças à sua incapacidade de dimensionar as coisas.

Mas quando não há essa visão na vida, as lentes com as quais se olha são as da hipermetropia: onde os mais insignificantes motivos são suficientes para gerar problemas. Abrindo um pouco o leque para a relação entre cônjuges, qualquer coisa se torna motivo para brigas, os pequenos motivos tornam-se grandes razões; é o temperamento incompatível, o jeito de cozinhar, as preferências individuais, a feiúra, os quilos a mais, o mau hálito.

Infelizmente muitos crescem sem abandonar a hipermetropia. O Hipermétrope geralmente tem boa visão ao longe. E quando somos crianças temos muito disso, fantasiamos as coisas, tudo é lindo! Tal visão é aplicável quando acaba o dia e cada um vai para a sua casa, mas em uma relação entre quatro paredes à coisa embasa, é necessário trocar a lente e se fazer de míope.

Somente o amor tem a capacidade de sintetizar os extremos e de encobrir sem tapear os defeitos do próximo. Para isso, basta nos fazermos de míopes.

Meu comentário:

A mais pura realidade.  O texto tem conteúdo multiforme.

Reflita nisso!

Bjs no coração

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6 Comentários em “Amor míope…”


Devita.... | Visitante Assíduo e Já Deixou 24 Comentários!
terça-feira, 1 março 2011 às 11:32

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