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Publicado: terça-feira, 8 março 2011 Às 10:53

Por Acorda™ †

Texto de: Hermes C. Fernandes

Um dos maiores sucessos do grupo Roupa Nova revela o estigma carregado pela mulher ao longo da história:

É a moça da cantiga
A mulher da Criação
Umas vezes nossa amiga
Outras nossa perdição

O poder que nos levanta
A força que nos faz cair
Qual de nós ainda não sabe
Que isso tudo te faz…
Dona…

A mulher convive com este estigma desde sempre. Ora heroína, ora vilã. Ora mãe e amante, ora responsável por todos os males. Ora “mãe de todos os viventes”, ora aquela que nos induz ao erro. Quando somos bem-sucedidos, a classificamos como nossa coadjuvante, aquela “grande mulher que vive à sombra, atrás de todo grande homem”. Mas quando fracassamos, damos sempre um jeito de acusá-la de ser a protagonista da conspiração que nos derrubou. É assim desde Adão. – Foi a mulher que Tu me deste, Senhor!

A dor do parto não foi a única que aumentou desde então. Aumentou também a dor da rejeição, da violência doméstica, do preconceito, da cobrança.

O fato inegável é que elas são as verdadeiras protagonistas de nossa história. É por elas que vivemos e morremos. Foi uma delas que convenceu o homem mais poderoso da galiléia a lavar as mãos, em vez de posicionar-se contra aquele santo homem que era julgado. Bastou um riso de uma delas para que o descendente do patriarca recebesse o nome de Isaque.

Foi uma delas que tirou do sério o rei que era segundo o coração de Deus. Diante de outra delas o mais forte dentre os homens sucumbiu, acalentado por seus carinhos e apelos.

Deus não precisou do sémen de um homem para trazer Seu Filho ao Mundo, mas fez questão do óvulo de uma mulher. Jesus foi chamado “Filho do Homem”, mas muito antes foi chamado de “Descendente da Mulher”.

Ninguém a valorizou tanto quanto Ele. A maioria absoluta de seus milagres foi pra atender ao clamor delas. Foi graças ao clamor de uma, que Ele transformou água em vinho, Seu primeiro milagre. Graças ao clamor de duas delas que Ele ressuscitou a Lázaro, Seu último milagre antes de enfrentar a Cruz. Foi a choro de algumas delas que chamou Sua atenção a ponto de fazê-lO parar enquanto carregava a Cruz. Foi a uma delas que Ele primeiro apareceu após ressuscitar. Foi ela também a primeira a ser enviada para anunciar aos demais que Ele estava vivo.

Foi o gênero feminino o escolhido para representar a comunidade de todos os remidos. Por isso, a igreja é a esposa de Cristo, a mulher que aparece no Apocalipse, vestida de sol, com uma coroa de estrelas e a lua aos seus pés. Nenhuma outra visão teria expressado tão bem o valor que Deus atribui à mulher.

Parafraseando Erasmo Carlos, “dizem que mulher é o sexo frágil… que mentira absurda!” Frágeis éramos todos nós quando fomos aconchegados no ventre-refúgio de uma mulher.

A todas as mulheres, meu sincero desejo de um Feliz Dia Internacional da Mulher.

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Publicado: terça-feira, 1 março 2011 Às 12:22

Por Bruno Jardim

Quem nunca durante a infância, após se machucar, não sofreu na hora em que tinha que passar merthiolate? Nossa! Esse momento doía mais do que o machucado em si.  

Quantas vezes, achando que levaríamos uma bronca, ou até mesmo já sabendo que iríamos sentir aquela bendita ardência provocada pelo remédio, escondíamos a ferida de nossos pais.  

Sou da época em que merthiolate ardia! As crianças de hoje são privilegiadas, pois usufruem de uma fórmula onde o merthiolate não arde mais. 

O fato é: não se pode esconder o machucado, com o tempo ele só vai piorar. Da mesma forma não se pode aplicar o remédio por cima do curativo, a ferida precisa ser exposta. Temos que revelar o que existe dentro de nós para que então o remédio seja aplicado.  

Muitas vezes temos medo de nos examinar (I Coríntios 11.28), fazer uma introspecção, de caminhar por ruas e becos interiores outrora nunca explorados.  

Daí, a importância de Deus sondar nossa alma (Salmos 139), quando assim o faz, ELE não quer descobrir alguma novidade em nosso ser, ELE sabe de todas as coisas. O objetivo de Sua sondagem é para que o homem venha ter ciência de si mesmo. Nesse momento Deus nos pega pela mão e nos convida para um tour, nos leva para lugares que não conhecíamos, mas que sempre esteve dentro de nós. 

Deparamos-nos com vulcões adormecidos, com feridas cobertas de curativos, porém ainda não curadas. Tendemos a preferir essas zonas adormecidas, que nos leva ao engano de achar que tudo está bem.  

É através da confissão que as feridas são expostas, ficando aptas para receber o remédio da cura: “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados.” (Tiago 5.16) 

Não devemos ter medo de expor as feridas, diferentemente do merthiolate que descobriu uma fórmula para não arder, o remédio oriundo da graça de Deus provoca dor, arde, incomoda o homem. Faz com que as zonas adormecidas entrem em erupção, nos leva a sentir nossas misérias, transformar nosso riso em choro, nossa alegria em tristeza (Tiago 4.9).

Que tal colocar para fora essa ferida. Seja ela um perdão que precisa ser liberado, um pecado que precisa ser confessado, uma mágoa que esta guardada no coração. É melhor arder agora, agir enquanto existe tempo, caso contrário essa ferida poderá a vir se transformar em uma doença terminal.  

O Deus riquíssimo em misericórdia nos ajuda a agüentar a ardência provocada pela ação de Seu remédio. Dando-nos paciência para entender que essa leve e momentânea tribulação (ardência) é necessária para que possamos experimentar o eterno peso de glória (cura), (II Coríntios 4.16,17).

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