Publicado: quarta-feira, 17 agosto 2011 Às 09:11
O fato é que a grande maioria dos cristãos se perdem no meio do seu próprio orgulho…
Quando adquirimos um “dom” e somos reconhecidos por isso é extremamente fácil nosso ego se inflamar e deixarmos de fazer a vontade de Deus.
Só que isso é muito, mas muito sutil. Passamos a manipular pessoas de uma forma tão sutil que esta não se dá conta de que está sendo manipulada.
Eu por exemplo, tocava na igreja e tinha um certo “respeito” por isso, a maioria sabia que eu tocava e pressupunham que eu era “espiritualizado”, e em certas situações eu me aproveitava desse “respeito” e por ser “espiritualizado” fazia coisas para as pessoas verem que eu era de fato “ungido” e em seguida me elogiarem…
Isso é tão sinistro que só vim perceber que meu ego estava inflamado quando sai da igreja e perdi todo este “respeito” e bajulação das pessoas…
- Não digo que seja necessário sair da igreja pra cair em si, até porque estar dentro ou fora da igreja não tem relação direta com o fato de você manipular pessoas -
Porém o que quero dizer é o seguinte: Hoje vivemos um evangelho que vale mais receber do que dar… vale mais ganhar do que perder… e para isso é mais interessante possuir algum cargo e fazer com que pensem igual a mim para que assim eu consiga respeito e me torne um grande homem de Deus…
Só que lembre-se o Reino de Deus é o Reino do Contra: O maior será o menor, e o menor, o maior… o mais fraco será o mais forte, e o mais forte será o mais fraco…
Por isso hoje agradeço o fato de ter todos meus pecados bem na frente da minha cara para que assim eu possa dar graças a Deus pela consciência de quão ruim sou.
Assim como Paulo: “E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar.
Acerca do qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim.
E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.”
(II Corintios 12:7-9)
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Publicado: segunda-feira, 15 agosto 2011 Às 11:18
A cada dia que passa enxergo mais barreiras… e enxergo mais dificuldades para se tornar um cristão… exigem tantas coisas, tantas atitudes “certas” para manter o “bom testemunho” quando na verdade o bom testemunho deveria ser a autenticidade, espontâneidade, deveria ser normal uma pessoa que sofre, que chora, que erra, que odeia, que se irrita… mas que mesmo em meio a tudo isso - mesmo que não seja visível aos nossos olhos - ainda possui o coração voltado pro Pai…
Acho que me roubaram o versiculo que diz: “Meu jugo é suave e meu fardo é leve…”
Ahh Davi como eu te invejo… fez tanta injustiça, mas era chamado HOMEM SEGUNDO CORAÇÃO DE DEUS…
E enquanto isso, eu faço tanta injustiça e sou chamado de desviado…
Guilherme Lucas – depois de décadas sem escrever…
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Publicado: quinta-feira, 21 julho 2011 Às 16:41
A vida é feita de escolhas.
Escolhi ter um excelente dia sob o cuidado de Deus.
Escolhi q ninguém roubará a minha paz.
Escolhi viver o dia intensamente.
Qual é a sua escolha?
Bjs no coração
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Publicado: segunda-feira, 18 julho 2011 Às 18:58
Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.
Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.
Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.
Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.
Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.
É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?
Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.
Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.
Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.
A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.
Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.
Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.
Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.
Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.
O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.
Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.
Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.
Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.
Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.
ELIANE BRUMJornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo).
E-mail: elianebrum@uol.com.br
Twitter: @brumelianebrum
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Publicado: terça-feira, 12 julho 2011 Às 20:29
Pega um pega geral… também vai pegar você!
Por This is Yah world
Estou um tanto fugitiva… como já disse que me retirei do local que congregava e no momento eu não queria me envolver com nada. Sim eu sempre soube que fui chamada para um certo tipo de atividade ou função porém eu não queria, não quero me envolver em mais nada.
Passei por ótimos momentos no ministério, mas passei por péssimos momentos também… e isso me desgastou (o motivo pelo qual eu não queria mais nada) posso dizer que por um momento eu quis me calar até com Deus… sei que ele não tem nada a ver porém eu quis me calar, mas Ele não se calou, e demonstrando seu amor infinito Ele começou a dizer para mim o que Ele queria de mim.
Bom depois de um tempinho de pausa, fui a uma igreja (a aversão que eu tenho em pensar de ir á um culto ainda existe… mas temos que lutar contra a nossa vontade né?). Na igreja Deus falou comigo á respeito de perda de talento. Se eu sei fazer o bem e não faço, logo peco. Na parábola dos talentos um escondeu o seu talento por medo do mestre… eu tenho me escondido, escondido meu talento. Me coloquei em uma situação confortável, onde não vou sofrer, onde não vou me expor nem me arriscar. Porém esta não é a vontade de Deus para mim.
Não estou dizendo que todos devem sair por ai e falar com o mundo, as vezes a vontade de Deus é que você se cale e ore… porem estando sempre na vontade de Deus estaremos protegidos e felizes… pois estaremos Nele.
Beijinhos
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Publicado: quarta-feira, 4 maio 2011 Às 19:53
Um rato olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo em que tipo de comida poderia haver ali. Ficou aterrorizado quando descobriu que era uma ratoeira. Foi para o portão da fazenda advertindo a todos.
"Tem uma ratoeira na casa!"
A galinha que estava cacarejando e ciscando, levantou a cabeça e disse: – "Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que é um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda."
O rato foi ate o cordeiro e disse a ele:
"Tem uma ratoeira na casa, uma ratoeira!!"
"Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer a não ser orar, fique tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas orações."
O rato dirigiu-se então a vaca. E ela disse:
"O que Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!"
Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro. Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vítima.
A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro, ela não viu que a ratoeira pegou a cauda de uma cobra venenosa. A cobra picou a mulher. O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Os recursos não eram muitos. Ela voltou com febre.
Dizem que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja. O fazendeiro pegou sua faca e foi providenciar o ingrediente principal – a galinha.
Como a febre continuava, os amigos e vizinhos foram visitá-la. Para alimentá-los o fazendeiro matou o cordeiro.
Enfim, a mulher melhorou e ficou completamente curada! O fazendeiro muito feliz, resolveu dar um banquete para a vizinhança e os amigos. Ofereceu um belo churrasco, matando justamente a vaca…
Reflexão:
Quando você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que, quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre perigo."
Não vire as costas para as pessoas. Pare para ouvi-las em suas aflições. Pode ser um problema alheio, mas que poderá afetar toda uma casa.
Pense com carinho, pois aquele que pode fazer o bem e não o faz, comete pecado.
Nunca pense que você não é responsável, que não lhe diz respeito, pelo simples fato de não estar sendo atingido diretamente pelo problema alheio. Não esqueça que o Dono de tudo, deixou todo os Seu esplendor, justamente por se importar com os nossos problemas, nossas crises, nossas mazelas. Ele desceu do céu, e subiu na cruz, não por causa Dele e sim por nossa causa.
Dizer que ama a Deus e virar as costas para o próximo no dia da sua angústia é uma hipocrisia sem precedentes.
Reflita!
Beijos no coração
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Publicado: terça-feira, 8 março 2011 Às 10:53
Por Acorda™ †
Texto de: Hermes C. Fernandes
Um dos maiores sucessos do grupo Roupa Nova revela o estigma carregado pela mulher ao longo da história:
É a moça da cantiga
A mulher da Criação
Umas vezes nossa amiga
Outras nossa perdição
O poder que nos levanta
A força que nos faz cair
Qual de nós ainda não sabe
Que isso tudo te faz…
Dona…
A mulher convive com este estigma desde sempre. Ora heroína, ora vilã. Ora mãe e amante, ora responsável por todos os males. Ora “mãe de todos os viventes”, ora aquela que nos induz ao erro. Quando somos bem-sucedidos, a classificamos como nossa coadjuvante, aquela “grande mulher que vive à sombra, atrás de todo grande homem”. Mas quando fracassamos, damos sempre um jeito de acusá-la de ser a protagonista da conspiração que nos derrubou. É assim desde Adão. – Foi a mulher que Tu me deste, Senhor!
A dor do parto não foi a única que aumentou desde então. Aumentou também a dor da rejeição, da violência doméstica, do preconceito, da cobrança.
O fato inegável é que elas são as verdadeiras protagonistas de nossa história. É por elas que vivemos e morremos. Foi uma delas que convenceu o homem mais poderoso da galiléia a lavar as mãos, em vez de posicionar-se contra aquele santo homem que era julgado. Bastou um riso de uma delas para que o descendente do patriarca recebesse o nome de Isaque.
Foi uma delas que tirou do sério o rei que era segundo o coração de Deus. Diante de outra delas o mais forte dentre os homens sucumbiu, acalentado por seus carinhos e apelos.
Deus não precisou do sémen de um homem para trazer Seu Filho ao Mundo, mas fez questão do óvulo de uma mulher. Jesus foi chamado “Filho do Homem”, mas muito antes foi chamado de “Descendente da Mulher”.
Ninguém a valorizou tanto quanto Ele. A maioria absoluta de seus milagres foi pra atender ao clamor delas. Foi graças ao clamor de uma, que Ele transformou água em vinho, Seu primeiro milagre. Graças ao clamor de duas delas que Ele ressuscitou a Lázaro, Seu último milagre antes de enfrentar a Cruz. Foi a choro de algumas delas que chamou Sua atenção a ponto de fazê-lO parar enquanto carregava a Cruz. Foi a uma delas que Ele primeiro apareceu após ressuscitar. Foi ela também a primeira a ser enviada para anunciar aos demais que Ele estava vivo.
Foi o gênero feminino o escolhido para representar a comunidade de todos os remidos. Por isso, a igreja é a esposa de Cristo, a mulher que aparece no Apocalipse, vestida de sol, com uma coroa de estrelas e a lua aos seus pés. Nenhuma outra visão teria expressado tão bem o valor que Deus atribui à mulher.
Parafraseando Erasmo Carlos, “dizem que mulher é o sexo frágil… que mentira absurda!” Frágeis éramos todos nós quando fomos aconchegados no ventre-refúgio de uma mulher.
A todas as mulheres, meu sincero desejo de um Feliz Dia Internacional da Mulher.
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Publicado: terça-feira, 1 março 2011 Às 12:22
Por Bruno Jardim
Quem nunca durante a infância, após se machucar, não sofreu na hora em que tinha que passar merthiolate? Nossa! Esse momento doía mais do que o machucado em si.
Quantas vezes, achando que levaríamos uma bronca, ou até mesmo já sabendo que iríamos sentir aquela bendita ardência provocada pelo remédio, escondíamos a ferida de nossos pais.
Sou da época em que merthiolate ardia! As crianças de hoje são privilegiadas, pois usufruem de uma fórmula onde o merthiolate não arde mais.
O fato é: não se pode esconder o machucado, com o tempo ele só vai piorar. Da mesma forma não se pode aplicar o remédio por cima do curativo, a ferida precisa ser exposta. Temos que revelar o que existe dentro de nós para que então o remédio seja aplicado.
Muitas vezes temos medo de nos examinar (I Coríntios 11.28), fazer uma introspecção, de caminhar por ruas e becos interiores outrora nunca explorados.
Daí, a importância de Deus sondar nossa alma (Salmos 139), quando assim o faz, ELE não quer descobrir alguma novidade em nosso ser, ELE sabe de todas as coisas. O objetivo de Sua sondagem é para que o homem venha ter ciência de si mesmo. Nesse momento Deus nos pega pela mão e nos convida para um tour, nos leva para lugares que não conhecíamos, mas que sempre esteve dentro de nós.
Deparamos-nos com vulcões adormecidos, com feridas cobertas de curativos, porém ainda não curadas. Tendemos a preferir essas zonas adormecidas, que nos leva ao engano de achar que tudo está bem.
É através da confissão que as feridas são expostas, ficando aptas para receber o remédio da cura: “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados.” (Tiago 5.16)
Não devemos ter medo de expor as feridas, diferentemente do merthiolate que descobriu uma fórmula para não arder, o remédio oriundo da graça de Deus provoca dor, arde, incomoda o homem. Faz com que as zonas adormecidas entrem em erupção, nos leva a sentir nossas misérias, transformar nosso riso em choro, nossa alegria em tristeza (Tiago 4.9).
Que tal colocar para fora essa ferida. Seja ela um perdão que precisa ser liberado, um pecado que precisa ser confessado, uma mágoa que esta guardada no coração. É melhor arder agora, agir enquanto existe tempo, caso contrário essa ferida poderá a vir se transformar em uma doença terminal.
O Deus riquíssimo em misericórdia nos ajuda a agüentar a ardência provocada pela ação de Seu remédio. Dando-nos paciência para entender que essa leve e momentânea tribulação (ardência) é necessária para que possamos experimentar o eterno peso de glória (cura), (II Coríntios 4.16,17).
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